Cinema

Bolão do Oscar 2017!

EM BREVE ATUALIZAÇÃO!

Tudo bem, já deu para entender pela sessão exclusiva no site que eu gosto de cinema, vai. E é justamente por isso que deixarei aqui minhas opiniões sobre os concorrentes a categoria de Melhor Filme no Academy Awards (Oscar) de 2017. O objetivo é apenas demonstrar a minha opinião (com possíveis spoilers) sobre os filmes e não analisar a fundo todos os aspectos técnicos dos mesmos, caso contrário este post ficaria muito grande e chato. Infelizmente não poderei ir muito além desta categoria, pois não sei se repararam, mas o Historiamos está de cara nova! E todas as novidades que acompanham essa mudança requerem meu tempo. Mas vamos lá:

Oscar 2017 – Melhor Filme

  1. La La Land: Cantando Estações
  2. Estrelas Além do Tempo
  3. A Chegada
  4. Lion: Uma Jornada para Casa
  5. A Qualquer Custo
  6. Moonlight: Sob a Luz do Luar
  7. Até o Último Homem
  8. Manchester À Beira-Mar
  9. Um Limite Entre Nós

1 – La La Land: Cantando Estações

Comecei a maratona #Oscar2017 por La La Land. Acho que eu nunca tinha visto um musical no cinema, embora seja apaixonado pelo gênero. Ouvi muito burburinho sobre La La Land antes de vê-lo na telona, então posso dizer que estava com expectativas consideráveis para o filme. A pior coisa seria decepcioná-las, mas foi o extremo oposto. A história é muito, mas muito cativante por conter uma fórmula muito simples. É um filme hollywoodiano com uma pegada mais indie por conta da direção do Damien Chazelle e a fotografia de Linus Sandgren (Ambos estavam curiosamente no Oscar de 2016, com Whiplash e Joy, respectivamente). Isso quer dizer o seguinte: o filme parece não-convencional pela escolha técnica (muito bem executada, por sinal) do diretor. Um bom exemplo de filme com uma escolha estética semelhante é Birdman, de Alejandro Iñárritu. Sabe aquela câmera que segue andando ou correndo os personagens, virando de um lado para o outro? Então, ela faz com que nós espectadores nos sintamos ora um observador próximo, ora alguém que também está dançando com os protagonistas. Isso é importante para esse filme em particular, pois precisamos acompanhar de perto, literalmente de perto, as estórias de ambos os personagens. O convencional ao qual estamos todos acostumados são câmeras fixas e quando há movimentação é uma do tipo bem suave. Bastante diferente disso:

La La Land é uma grande homenagem à cultura norte-americana como um todo e é por isso que este filme parece a escolha mais óbvia para levar a estatueta. O Jazz, estilo musical que surge por lá, é reverenciado e suas grandes estrelas quando não são tocadas, são citadas. O cinema é um dos principais pilares culturais dos norte-americanos e em La La Land ele aparece de forma magistral, com um peso tão forte que na minha opinião ele chega até a ser um terceiro personagem na narrativa. Não é a toa que La La Land abusa da metalinguagem (no cinema é quando a obra fala sobre sua própria forma, o cinema) com inúmeras referências aos grandes clássicos de Hollywood, principalmente os musicais. Se liga:

As atuações: Emma Stone e Ryan Gosling. Primeiro, o que foi a atuação dessa mulher? Ela está absolutamente incrível em um dos maiores papéis de sua carreira, demonstrando incrível versatilidade e talento e se destacando de forma muito consistente (inclusive concorrendo a estatueta de Melhor Atriz). Já seu parceiro, Ryan Gosling, não me empolgou muito. Não acho injusta sua indicação, pois ele realmente aprendeu piano para as cenas de jazz, ele cantou bem quando foi preciso e dançou, porém por vezes o achei sua atuação inexpressiva e isso é perigoso em um filme que tem uma quantidade incrível de cenas com a câmera próxima do ator.

Meu ponto favorito do filme foram as metáforas usadas para retratar como os personagens estavam pensando ou sentindo determinada coisa sem eles mesmos falarem sobre isso. Essa é a verdadeira alma e magia do cinema: falar com imagens.

A trilha sonora é impecável e não é para menos, pois trata-se de um musical. A escolha das músicas e das letras são perfeitas para o ritmo da narrativa, ora aceleradas e dançantes, ora leves e tranquilas. La La Land conseguiu cumprir a tarefa fundamental de um filme: entreter contando uma estória. Quando eu achei que fosse ver um final previsível, o filme não falhou em me surpreender com um final comovente.

E eu saí da sala de cinema querendo dançar pelo shopping.

Nota: 9.5/10.

  1. As curiosidades de ‘La la land’ (contém ‘spoilers’!).
  2. La La Land: Is That Really Ryan Gosling Playing the Piano?!

2 – Estrelas Além do Tempo

Foi o segundo filme que vi na maratona #Oscar2017. Como vocês podem imaginar, sou um grande fã de filmes históricos por um motivo mais do que óbvio. Estrelas Além do Tempo me conquistou no trailer na sessão de La La Land. Eu precisava ver o filme não somente por conta de seu caráter histórico, mas porque o filme trata da história de três mulheres negras durante o período de conquista dos direitos civis nos Estados Unidos. Diferente do primeiro, a direção de Estrelas Além do Tempo é muito convencional: as câmeras são fixas e os movimentos sutis. Isso faz com que o espectador não seja um observador ativo na narrativa, como é em La La Land, mas sim um espectador observador, como na maioria dos filmes. A narrativa do filme é bem simples de ser contada, assim como a trilha sonora que não desempenha grandes intervenções a não ser pela condução da emoção do espectador nas cenas de maior carga dramática. Isto faz da obra um filme leve e simples onde o mais importante é o desenrolar da estória, porém, na minha opinião, um filme bom, diferentemente de Spotlight, ganhador do Oscar de 2016 que tinha a mesma premissa, mas o qual achei ruim e mal executado embora tivesse uma boa história.

As atuações de Taraji P. Henson (Katherine Johnson), Octavia Spencer (Dorothy Vaughn) e Janelle Monáe (Mary Jackson) são incríveis! Elas também são muito versáteis e dão vida extra para tudo o que vemos, com destaque especial para Octavia que já fez um filme parecido com a Emma Stone (Histórias Cruzadas). A impressão que tive ao ver o filme foi que uma única personagem foi dividida em três e que suas características foram distribuídas nas três, como, por exemplo, as fadas madrinhas de A Bela Adormecida (nossa, onde eu fui parar agora?). Veja bem, Katherine é a protagonista, determinada, centrada e séria, porém, indecisa e insegura, ou seja, uma típica adulta. Dorothy é mais velha, mais experiente, sábia, antecipada. Grande parte de sua astúcia é dedicada e transmitida às duas outras personagens. Mary Jackson é o espírito de juventude e de coragem que nós jamais devemos perder e que se encontra em ambas. A atuação das três é tão consistente que em diversos momentos do filme me comoveram, embora o final do filme seja previsível e totalmente convencional com a biografia das personagens.

O filme seria totalmente excelente se não fosse a narrativa, digamos, um tanto quanto conservadora, apesar de tentar ser progressista? Confuso, pois é. Veja bem, durante o filme um incômodo me perpassava. Com o desenrolar da estória vemos ali o que vimos na História: mulheres negras que lutaram contra o preconceito racial e contra o machismo para conseguirem seus direitos. Isso é absolutamente fundamental e inquestionável, assim como é muito necessário que apareçam cada vez mais e mais filmes com essa temática. Entretanto, me pareceu que assim como outros filmes com a mesma temática (como Selma [2014], por exemplo), o resultado de toda luta das personagens era chamar atenção de um homem branco que lhes concedia seus direitos, como se estes não fossem naturalmente delas e não fossem conquistados pelo mérito da luta coletiva delas, mas sim pela compaixão e pela complacência do homem branco. Isto é extremamente frágil e não é inédito, infelizmente. Em todo caso, acho que o filme não falhou em colocar as mulheres como protagonista da narrativa e mesmo tendo a presença dos homens – afinal, não nos esqueçamos, são os anos 60 nos Estados Unidos – seu protagonismo não foi ofuscado a não ser pela questão aqui levantada. Acredito, por fim, que esse filme embora não seja idealmente progressista como pretende, já é algum avanço no quesito representatividade.

Eu recomendo muito assistir o vídeo abaixo de uma youtuber com um canal dedicado a da voz ao movimento afro na internet, alguém com muito mais propriedade do que eu para falar do assunto.

Nota: 8/10.


3 – Lion: Uma Jornada para Casa


4 – A Qualquer Custo


5 – A Chegada

A Chegada é um filme lindo. Digo, literalmente lindo. Tanto em questões estéticas, quanto filosóficas. A narrativa principal é releitura de uma das principais questões científicas de nossa história: como lidar com possíveis formas de vida além do planeta Terra? Embora essa questão já tenha sido representada em grandes obras do cinema, A Chegada parece tentar renovar o gênero de ficção científica e, na minha opinião, consegue. Essa renovação é embebida de referências aos monumentos do passado, como o grande clássico 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968) de Stanley Kubrick.

A narrativa traz consigo importantes questões filosóficas que nos fazem refletir de forma sincera e sensível. A teoria da linguagem, nossa capacidade de nos comunicarmos, a capacidade de nos entendermos e, no fim, a capacidade de nos unirmos. Por isto o filme é filosoficamente lindo. O desenvolvimento da narrativa não é totalmente linear, já que ela esbarra em outras esferas temporais – muito embora todas envolvam a protagonista – e isso pode confundir o espectador desatento. Entretanto, ao contrário da narrativa, a trilha sonora não foge do padrão e está lá apenas para intensificar a carga dramática das cenas. Os efeitos especiais são convincentes, mas encontram-se dentro do esperado para um filme de alto orçamento, nada de incrível ou original.

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Se tá na internet é verdade

O grande destaque aqui vai para a fotografia de Bradford Young. A direção não foge muito do padrão clássico que é um observador em terceira pessoa, mas a fotografia é absolutamente exuberante com um excelente controle do foco nos planos e com enquadramentos de encher os olhos para ninguém botar defeito. Por isto o filme é esteticamente lindo. O cuidado milimétrico com os enquadramentos relembra realmente os grandes clássicos do cinema e especialmente Kubrick, notável por esta exata característica. Pode ser que a narrativa não agrade a todos, mas certamente a beleza cinematográfica não os desapontará.

Nota: 9/10.


6 – Moonlight: Sob a Luz do Luar

Confesso que botei pra ver o filme sem ter lido a sinopse. Me surpreendi em alguns aspectos e me decepcionei em outros. Antes de vê-lo, porém, já tinha ouvido críticas de amigos e lido críticas na internet sobre Moonlight e, de forma geral, tinha alguma espécie de expectativas acerca do filme. Politicamente e culturalmente este filme é muito importante, por conta dos temas abordados na narrativa principal. Entretanto, como forma de entretenimento, Moonlight deixa a desejar, pelo menos na minha opinião. O roteiro, apesar de ser linear, foca-se muito mais em situações cotidianas ou importantes na vida do protagonista do que em narrar uma grande estória com personagens variados. Isso faz com que nos aprofundemos demais na vida do protagonista. Por um lado é bom, pois a história é sobre ele, entretanto, por outro é ruim, uma vez que os outros personagens ficam um pouco rasos. A direção é sensível e passiva, de forma geral, padrão para os filmes onde o espectador é observador. A trilha sonora não é empolgante. Não achei as atuações do protagonista e de seu melhor amigo consistentes, mas a do ator coadjuvante indicado ao Oscar e da atriz de suporte mãe do protagonista, bastante convincentes. O grande destaque fica para o design de produção (antiga direção de arte) bastante sensível que torna o filme visualmente lindo e carregam uma metáfora importante para a narrativa até o final da obra.

Nota: 7/10.

  1. O Homem Negro Gay.

7 – Até o Último Homem

Mais um filme histórico indicado na categoria de Melhor Filme do Oscar. Estava pessoalmente empolgado para assistir este filme, pois a Segunda Guerra Mundial além de ser meu objeto de estudo é minha parte favorita da História. Minha principal curiosidade sobre filmes que retratam este tema é a pergunta: o que mais de inédito podemos ver sobre isso? O filme certamente supera as expectativas nesse quesito e acompanha a estória real de Desmond Doss, soldado norte-americano que se recusou a pegar em armas durante a guerra servindo como médico. A direção de Mel Gibson é consistente para um típico filme hollywoodiano, sem apresentar grandes inovações. A narrativa é muito similar aos outros filmes escritos e dirigidos por ele também, bastante linear, emotiva e cinematográfica. Até o Último Homem é um típico filme pipocão de grande bilheteria que passa na televisão anos depois. O filme não deixa de cair em alguns clichês bastante clássicos dos norte-americanos: os japoneses são inimigos cruéis e nós somos os heróis de caráter que devemos pará-los, os norte-americanos são os maiores heróis da guerra, estes heróis são tão puros quanto Jesus Cristo, e por aí vai. São clichês fundamentais do cinema que encontram espaço e aceitação na Hollywood essencialmente judaica e, portanto, sensível ao tema. Embora todos os clichês não sejam 100% verdadeiros eles revelam a forma como os norte-americanos veem eles próprios em relação ao tema.

Partindo desse princípio, Mel Gibson parece conduzir uma espécie de Paixão de Cristo – Parte II, onde o herói da trama sofre numa espécie de purgatório que dura basicamente o filme todo para no fim atingir a glória. O filme consegue o atingir o fundamental: entreter. E ele entretém imprimindo um bom ritmo entre as partes de ação e os respiros com seriedade. A trilha sonora como padrão segue e intensifica o ritmo da narrativa, mas ainda sim é muito bonita. Eu achei a atuação de Andrew Garfield como Desmond muito, mas muito consistente. O personagem pode ser meio brega porque é muito exagerado na pureza e no rigor ideológico, mas ainda sim sua atuação é muito boa e para mim foi o melhor de todo o filme.

Essa crítica poderia ter terminado assim. Bem. Mas não, ela vai terminar mal, como o filme. Que final broxante. Não digo o desfecho do filme, eu digo o fim literal dele mesmo. Esse negócio de colocar a biografia do protagonista com o que aconteceu-lhe após a guerra é uma forma tosca, pobre e rápida de terminar um filme. Tudo poderia ter sido muito mais explorado nesse final e ainda sim mostrar o pedaço biográfico, se o Mel Gibson não tivesse resolvido acabar o filme de repente com essa merda. Francamente.

Nota: 8,5/10.

  1. ‘Até o Último Homem’: A verdade é mais inacreditável que o filme.

8 – Manchester À Beira-Mar


9 – Um Limite Entre Nós


MINHAS APOSTAS!

  1. Melhor Filme:
  2. Melhor Diretor:
  3. Melhor Atriz:
  4. Melhor Ator:
  5. Melhor Ator Coadjuvante:
  6. Melhor Atriz Coadjuvante:
  7. Melhor Roteiro Original:
  8. Melhor Roteiro Adaptado:
  9. Melhor Animação:
  10. Melhor Documentário em Curta-Metragem: Não sou capaz de opinar.
  11. Melhor Documentário em Longa-Metragem: Não sou capaz de opinar.
  12. Melhor Longa Estrangeiro: Não sou capaz de opinar.
  13. Melhor Curta-Metragem: Não sou capaz de opinar.
  14. Melhor Curta em Animação: Não sou capaz de opinar.
  15. Melhor Canção Original: City of Stars – La La Land: Cantando Estações.
  16. Melhor Figurino:
  17. Melhor Maquiagem e Cabelo:
  18. Melhor Mixagem de Som:
  19. Melhor Edição de Som:
  20. Melhores Efeitos Visuais: Doutor Estranho
  21. Melhor Design de Produção:
  22. Melhor Edição:
  23. Melhor Trilha Sonora: Justin Hurwitz – La La Land: Cantando Estações
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