História do Brasil

República Oligárquica: Estrutura de Poder

Chamamos de República das Oligarquias o período da História do Brasil (entre 1894 e 1930), em que houve um forte domínio das oligarquias na política nacional. Estas oligarquias eram compostas, principalmente, por ricos e poderosos proprietários rurais, principalmente da região sudeste do Brasil. A República das Oligarquias teve início em 1894, com o governo de Prudente de Morais, representante da oligarquia cafeicultora da região sudeste do Brasil. Esta fase terminou em 1930, após a Revolução de 1930, golpe de estado que levou Getúlio Vargas ao poder.

República Oligárquica ou República do Café com Leite?

Presidentes Civis: Após Prudente de Moais vencer em 1894 o Brasil teve uma série de sucessões presidenciais civis, ou seja, de pessoas que não eram do exército ou marinha, com apenas uma exceção em 1910, Marechal Hermes da Fonseca.

Elite Brasileira: Estes presidentes civis pertenciam a elite brasileira e enquanto estavam no poder, procuravam favorecer e privilegiar a si próprios. Esse comportamento definia as relações políticas brasileiras, comandadas pelas elites mais fortes, como a paulista, por exemplo.

São Paulo: O estado tem grande destaque neste momento, pois era o líder de produção do produto de maior exportação do país, o café.

Problema Conceitual: Comumente encontra-se em livros de história o nome “república do café-com-leite” para denominar este período histórico brasileiro (1894-1930), onde o café representa São Paulo e o leite, Minas Gerais. Essa nomenclatura apresenta diversos problemas. Vejamos quais:

  1. A Ideia de Governo Único – Entende-se que a presidência da república foi ocupada de forma alternada apenas por mineiros e paulistas, porém isso na prática não aconteceu.
  2. Nomenclaturas – O estado de Minas Gerais apresentava um quadro econômico dividido entre café, gado e até indústrias (apesar deste setor ainda ser fraco). Portanto, a imagem de que Minas possuía apenas “leite” é falsa. A verdadeira é de que Minas possuía o maior número de ocupantes em cargos públicos importantes.
  3. Outras Elites – Essa nomenclatura excluía as demais elites do país que existiam e eram atuantes. O Rio Grande do Sul é um perfeito exemplo, pois possuía um grupo forte de estancieiros (latifundiários) e produtores de charque que lutavam no cenário nacional, juntamente com os militares positivistas.

Compreensão Correta: Então, o termo “república do café-com-leite” é justo quando compreendemos que o Brasil era uma república na qual as elites mais fortes eram de São Paulo (pela produção cafeeira) e de Minas (por ocuparem muitos cargos públicos importantes) e não porque se alternavam no poder.

República Oligárquica: Este termo é o mais correto e menos problemático para designar esse momento histórico do Brasil. Oligarquia é o governo de poucas pessoas, um grupo, no poder. Portanto, destacaram-se, assim, as elites de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia na tomada de decisões do governo.

A Participação Política na República Oligárquica

Desafio: O grande desafio das elites era manter-se constantemente no poder garantindo a vitória dos candidatos os quais tivessem certeza de que iram favorecer-lhes.

– Fragilidade: Havia constante disputa de vários grupos pelo poder nacional e o voto popular poderia romper os planos das elites facilmente.

O Voto: Neste momento, o voto não era secreto e nem obrigatório, sem exigência de renda mínima.

Eleições e Favorecimento: A época de eleições representava para a maior parte da população apenas mais um momento de troca de interesses e favores entre as elites e o povo. Portanto, o papel político do povo é totalmente secundário na política brasileira por enquanto.

Exclusão: A política passou a ser vista como privilégio de gente rica, culta e importante, pois o povo era totalmente excluído dos processos democráticos devido ao controle do voto pelas elites, demonstrando isso através de uma incrível falta de participação política eleitoral. Além disso, parte da população era legalmente excluída, como mulheres e analfabetos.

Fator Histórico: Desde o período imperial o poder político concentra-se nas mãos das elites e é transmitido através de hereditariedade e privilégios. Portanto, é compreensível a falta de participação popular na política.


CONTEÚDO COMPLEMENTAR

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s