História Geral

A Grécia Antiga – Formação

Grécia Antiga é o termo geralmente usado para descrever o mundo antigo grego e áreas próximas (tais como Chipre, Anatólia, sul da Itália, da França e costa do mar Egeu, além de assentamentos gregos no litoral de outros países, como o Egito). Tradicionalmente, a Grécia Antiga abrange desde 1 100 a.C. (período posterior à invasão dórica) até à dominação romana em 146 a.C.

Características Gerais

História Concomitante: É importante ter em mente para este momento histórico que embora falemos de uma civilização de cada vez, na maioria dos casos os eventos históricos acontecem ao mesmo tempo para todas as civilizações dessa região.

Pioneiros: Grupos migratórios da Ásia e da Europa fixaram-se na Península Balcânica a partir do século XX a.C. Com o passar do tempo, por volta de 1.200 a.C., século XII a.C., esses grupos já tinham características políticas e culturais específicas do que entendemos como Grécia Antiga. São eles, os aqueus, os eólios e os jônicos.

A Formação da Grécia Antiga.jpg

Organização Política

Organização e Pertencimento: Ainda que jamais tenham formado um Estado nacional, unido e coeso, estes grupos sentiam-se como partes de um mesmo conjunto cultural e linguístico, a Hélade.

Cidades-Estado: Estas civilizações organizavam-se politicamente no que entendemos como cidades-Estado. Isto quer dizer que geograficamente eram do tamanho de uma cidade, mas politicamente comportavam-se como um Estado. Ou seja, estas cidades eram independentes uma das outras e nenhuma delas interferiam na política alheia.

Pólis: A pólis era o nome utilizado por estas civilizações para designar essa comunidade política independente. Embora houvesse variação nas leis, sempre havia um objetivo comum – a administração do espaço público e o estabelecimento de regras de convívio entre os cidadãos.

Ágora e Acrópole: Eram nesses espaços públicos quem localizavam-se as ágoras e as acrópoles. As ágoras eram praças públicas onde os cidadãos se reuniam para discutir os assuntos públicos e as acrópoles eram regiões onde ficavam os templos e construções mais nobres.

Organização Econômica

Economia: A economia era basicamente agrícola, realizada através de mão-de-obra escrava. A produção era comercializada entre as cidades gregas e as áreas na costa do Mar Mediterrâneo, bem como também na Crimeia, onde os gregos fundaram colônias.

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Conceito de Colônia: A compreensão de colônias para estas civilizações era diferente da qual nós temos hoje em dia. Para elas, as colônias eram áreas que passam a ser povoadas, somente, mas que não deviam qualquer tipo de submissão às outras cidades gregas.

As Colônias Gregas.jpg

Escravidão: A concepção de escravidão dos antigos é totalmente diferente da dos modernos. A justificativa da escravidão para os modernos sustentava-se pela questão étnico-racial e religiosa (os negros e indígenas eram inferiores), enquanto para os antigos não. Para os antigos, a escravidão se justificava por pagamento de dívidas ou por conquistas militares. Possuir escravos dava status ao homem livre na medida em que o permitia gastar seu tempo na arte, na filosofia e principalmente na política, ao invés de perdê-lo trabalhando na lavoura. Isso quer dizer que entre os antigos não havia distinção de livres/escravos pela cor da pele ou pela etnia.

Traços Culturais

Politeísmo Antigo Regionalista: Os gregos acreditavam em múltiplos deuses que tinham a forma humana e eram humanos, mas diferentemente dos humanos tinham imortalidade e poder. Não havia livros sagrados ou textos religiosos canônicos (como uma bíblia, por exemplo) e nem um clero absoluto. Embora o culto aos deuses fosse parte inseparável da forma como os gregos enxergavam o mundo, essa forma era extremamente regionalista e mudava conforme a região.

Período Homérico, Ilíada e Odisseia: Estas duas grandes obras de Homero relatam de maneira mística a experiência política e social dos gregos entre os séculos XII e VIII a.C., período anterior à formação da pólis no qual os registros documentais eram escassos. A relevância das obras é tamanha que esse período é compreendido como Homérico.

Durante muito tempo se discutiu acerca da questão histórica de Troia. A obra de Homero é rica em detalhes, mas a obra é um mito, com a predominância de conflitos humanos guiados por deuses, que realmente se apresentam. Por isso, durante muito tempo se assumiu que o fato talvez tivesse ocorrido, obviamente sem todos os detalhes divinatórios propostos por Homero. Mas essa hipótese carecia de provas, o que foi parcialmente solucionado por Heinrich Schliemann. Esse arqueólogo durante muito tempo foi considerado louco em suas buscas, após um longo tempo caminhando pela atual Turquia, tentou achar indicações geográfcas nas narrações de Homero. Seguindo essas descrições, chegou à colina de Hissarlik. Nesse local encontrou uma série de objetos que acreditavam então ser da cidade clássica de Troia. Posteriormente concluiu-se que esses objetos eram de diferentes pontos e épocas, levando a concluir que a cidade havia sido reconstruída algumas vezes e pesquisadores acreditam, inclusive, que a cidade em sua sétima organização teria sido a Troia que vivenciou a guerra, denominada Troia VII.


CONTEÚDO COMPLEMENTAR

  • A História da Ilíada em uma Música:
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