Conceitualizações Gerais

Ideologias de Progresso: Capitalismo e Socialismo

Do Surgimento do Capitalismo

Diferentes Entendimentos: É possível entender a construção histórica do capitalismo, tal qual hoje o entendemos, como sistema econômico, de diferentes formas. E é exatamente isso que acontece entre os teóricos e intelectuais que se dispõem à analisá-lo. Estas análises são muito diversas e assim como qualquer análise, passam por ideologias e momentos históricos próprios dos indivíduos que se dispõem a analisar o capitalismo.

  • Max Weber: O sociólogo alemão é famoso por sua tentativa de explicar o capitalismo de uma forma menos ideológica que Karl Max e Friedrich Engels, resultando na obra “Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. Max Weber não é nosso enfoque, apesar de ser necessário citá-lo. Sobre Weber, seguem os resumos abaixo:

Resumo 1Resumo 2Resumo 3 e Resumo 4.

Transição Econômica para o Mundo Moderno

Deslocamento Econômico: Durante o feudalismo as cidades nunca deixaram de existir, apenas estavam em constante decadência, sendo desprezadas. Na transição para o mundo moderno, a economia que é eminentemente rural e feudalista, aos poucos transfere-se para as cidades

Economia Feudal -> Economia de Troca: A troca dos excedentes entre feudos e nos mercados (os burgos) que se formavam nas cidades passou a ser cada vez mais importante dentro da economia, tendo um crescimento exponencial do mercado, que estava totalmente atrofiado desde o feudalismo.

Liberalismo Econômico vs. Mercantilismo: Com as grandes navegações e a expansão ultramarina, as práticas mercantilistas eram totalmente dominadas pelos Estados ainda em frágil construção. Havia clara oposição de comerciantes burgueses que não se desenvolviam pelos limites impostos pelo protecionismo mercantilista. Aos poucos, se desenvolveu o liberalismo econômico como crítica ao projeto mercantilista.

– Liberalismo Econômico: O Liberalismo Econômico é uma ideologia criada no século XVI, baseada na organização da economia em linhas individualistas, o que significa que o maior número possível de decisões econômicas são tomadas por indivíduos e não por instituições ou organizações coletivas. As ideias eram claras no liberalismo econômico, defendiam a livre concorrência, a lei da oferta e procura. Sem contar que foram os primeiros a trabalhar economia com ciências, física, biologia e matemática, racionalizando, pela primeira vez, a economia, que antes era pensada de forma teológica.

– Adam Smith: O britânico Adam Smith foi um dos principais formuladores do liberalismo econômico, racionalizando a economia segundo seus conceitos, fundando uma escola moderna de economia no século XVIII. Entendia que o mercado deveria se regular sem interferência do Estado e que a igualdade deveria ser um valor estimulado para que houvesse constante e contínuo crescimento da economia.  Entende que o mercado se autorregula através de uma “mão invisível” que não deixa a economia sair do controle, sem necessidade de interferência coletiva ou estatal, sendo construída de forma individual. Para aprofundamento, veja nossa aula específica sobre o economista clicando aqui.

  • Revolução Industrial:A Revolução industrial foi um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos séculos XVIII e XIX. A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das máquinas.

– Consequências Negativas da Revolução Industrial: Como muitos empresários ambicionavam lucrar mais, o operário era explorado sendo forçado a trabalhar até 15 horas por dia em troca de um salário baixo. Além disso, mulheres e crianças também eram obrigadas a trabalhar para sustentarem suas famílias. O trabalhador em razão deste processo perdeu o conhecimento de todo a técnica de fabricação passando a executar apenas uma etapa.

– Os Diggers e Levellers:  A efervescência social produziu novas bandeiras políticas, divulgadas em panfletos e manifestações. Os diggers (ou cavadores) tinham o projeto de utilizar a distribuição da terra para recuperar a liberdade e superar o que chamavam de escravidão da propriedade. Eles se opunham ao uso da força e acreditavam que poderiam criar uma sociedade sem classes, simplesmente por meio de ocupação de terrenos mantidos como “bem comum”. Os levellers (ou niveladores) apregoavam a crença geral de que todos os homens eram iguais. Assim, um governo só poderia ter legitimidade se ele fosse representante dos interesses dos cidadãos. Os niveladores radicais defendiam uma república secular, a abolição da Câmara dos Lordes, a igualdade perante a lei, o direito de voto para todos, o livre-comércio, a abolição da censura, a liberdade de expressão e o direito absoluto à liberdade religiosa.

Iluminismo, Liberalismo e Crítica

Iluminismo: O movimento intelectual trouxe pensadores que refletiram em cima do contratualismo e jusnaturalismo, o papel do estado e da sociedade civil, com posições muito diferentes. Dos principais, podemos citar como importantes para essa aula John Locke, Jean-Jacques Rousseau e os Fisiocratas. Estes intelectuais defensores do liberalismo aplicaram-no à política, inaugurando a corrente do liberalismo político.

John Locke (1632-1704): John Locke será o britânico responsável por inaugurar liberalismo político em suas teses. Locke estabelece o direito à propriedade privada como um direito inalienável do homem, direito esse que é um dos pilares fundamentais do capitalismo. Além disso, incentiva a criação de um Estado que defenda esse direito e interfira o mínimo possível na economia. Para saber mais sobre Jonh Locke, confira a aula completa aqui.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): Diferentemente de John Locke, Rousseau entende que a propriedade privada é o mal fundamental que torna o homem corrupto e ruim, e que, portanto, sem ferir a liberdade individual, deve-se optar por uma vontade geral para alcançar a igualdade. Logo, Rousseau estabelece-se como um dos primeiros críticos do liberalismo, junto com William Godwin, mesmo sem fugir totalmente de ideais liberais. Para saber mais sobre Jean-Jacques Rousseau, confira a aula completa aqui.

William Godwin (1756-1836): É considerado um dos primeiros proponentes modernos do anarquismo, pois Godwin é o primeiro pensador a considerar que todo o estado e todo o governo é um mal, e que a sociedade poderia existir sem eles. Foi também um dos primeiros expoentes do utilitarismo, doutrina ética e econômica defendida principalmente por Jeremy Bentham e John Stuart Mill que afirma que as ações são boas quando tendem a promover a felicidade e más quando tendem a promover o oposto da felicidade, podendo também ser entendido como um princípio ético no qual o que determina que uma decisão ou ação é correta quando o benefício é exercido para coletividade, ou seja, quanto maior o benefício, tanto melhor a decisão ou ação será.

Fisiocratas: Aqui, os economistas pregaram essencialmente a liberdade econômica se opondo totalmente à qualquer regulamentação/intervenção na economia.  A natureza deveria dirigir a economia, sendo o Estado necessário somente para garantir o livre curso da natureza, ou seja, eram os fisiocratas (governo da natureza). A corrente foi representada pelos pensadores François Quesnay (1694-1774) e Anne Robert Jacques Turgot (1727-1781).

– Laissez Faire, laissez passer” (deixe fazer, deixe passar): Foi consagrada então a famosa frase dos fisiocratas, que traduzia simplesmente a total liberdade para as atividades comerciais e industriais.

A Revolução das Revoluções e a Primeira Metade do Século XIX

Revolução Francesa: Com tantas injustiças, a população se revoltou contra o rei e seu poder absoluto. As principais reivindicações eram o fim dos privilégios que o clero e a nobreza desfrutavam e a instauração da igualdade civil. O movimento teve o apoio dos burgueses, que viam a má administração como um empecilho para o desenvolvimento do capitalismo. Vários intelectuais também denunciavam a situação, e buscavam conscientizar as pessoas. Nesse ambiente onde as promessas da Revolução Francesa acabaram de certo modo por não se concretizar, onde a única liberdade existente era a de mercado, com o capitalista tendo passe livre para realizar a exploração do trabalhador comum. De tal decepção e frente à uma realidade desesperadora, surgem os questionamentos por parte dos intelectuais. Para aprofundamento em Revolução Francesa, indicamos esse resumo, clique aqui.

– Heranças da Revolução Francesa: Instituiu-se uma tradição política baseada na localidade das correntes políticas francesas dentro da Assembleia. Os radicais, à esquerda, os conservadores, à direita e os moderados no centro. Conquistou-se ao longo das lutas revolucionárias relativa igualdade política, mas mesmo com o término da revolução, manteve-se a desigualdade social.

  • Desigualdade Social: Para lidar com o problema da desigualdade social, vários agentes históricos revolucionários ou intelectuais elaboram propostas de alternativa à realidade político-econômica. Surge então, na primeira metade do século XIX diversos pensadores preocupados com o lado social, ou seja, os precursores do socialismo.

a) Saint-Simonismo: Corrente oriunda do francês Saint-Simon (1760-1825), considerado o pai da sociologia. Saint-Simon revisou a Revolução Francesa e a considerou uma mudança econômica sangrenta, com conflitos de classe. Na sua análise, a solução dos problemas que levaram à Revolução Francesa seria a criação de uma sociedade industrial onde a hierarquia do mérito e o respeito pelo trabalho produtivo deveria ser a ênfase da sociedade, e que hierarquias de hereditariedade e de militarismo decresceriam em importância na sociedade, porque elas não seriam capazes de levar a uma “sociedade produtiva”.

b) Fourierismo: François Marie Charles Fourier (1772-1837) foi um dos pais do cooperativismo. Foi também grande crítico do economicismo e do capitalismo de sua época, e adversário da industrialização, da civilização urbana, do liberalismo e da família baseada no matrimônio e na monogamia. Propôs a criação de unidades de produção e consumo – as falanges ou falanstérios – baseadas em uma forma de cooperativismo integral e auto-suficiente, assim como na livre perseguição do que chamava paixões individuais e seu desenvolvimento, o que constituiria um estado que chamava harmonia. Neste sentido antecipa a linhagem de um socialismo mais anarquista, ou libertário. Em 1808 Fourier já argumentava abertamente em favor da igualdade de gênero entre homens e mulheres, apesar da palavra feminismo só ter surgido em 1837. Grande parte das críticas de Fourier são voltadas contra as posições que justificam e perpetuam o sofrimento humano como é o caso do cristianismo, do conservadorismo ou do niilismo.

c) Owenismo: Robert Owen (1771-1858): foi um reformista social galês, considerado um dos fundadores do socialismo e do cooperativismo. Tornou-se sócio e administrador das manufaturas de algodão em New Lanark, Escócia. Revoltado com os maus tratos infligidos aos trabalhadores, Owen decidiu melhorar suas vidas e mostrar que era possível fazê-lo sem prejuízo dos lucros. Assim, elevou os salários, ofereceu melhores condições de trabalho, passou a não admitir crianças menores de 10 anos, deu aos trabalhadores moradia, alimentos e roupas descentes. A partir de experiências como a de New Lanark, os owenistas seguiram sua prátia ampliando-a. Entenderam que o trabalho é a fonte de toda riqueza e portanto é a classe trabalhadora que cria toda a riqueza, entretanto, embora os trabalhadores sejam os produtores da riqueza, ao invés de serem os mais ricos, são os mais pobres, e assim sendo, não podem receber apenas recompensas pelo seu trabalho. A solução foi estimular a classe trabaladora a viver em comunidade sob os princípios da cooperação mútua, da posse comum e da igualdade de direitos.

d)  O Cartismo: Ao movimento cartista aderiram trabalhadores e radicais intelectuais em torno de uma plataforma de reformas políticas. Nas décadas de 1830-1840, os cartistas lutaram por medidas como o sufrágio universal masculino, voto secreto, fim da exigência de propriedade para os candidatos a membros do Parlamento e eleições anuais para o Parlamento.

e) Blanquismo: Corrente revolucionária radicalista inspirada em Louis-Auguste Blanqui (1805-1881), comumente confundido com Louis Blanc (1811-1882), socialista utópico e reformista proponente da política assistencialista das Oficinas Nacionais. Os blanquistas atuaram sobretudo na revolução de 1848, lutando pelo sufrágio universal, pela igualdade dos direitos dos homens e das mulheres e pela supressão do trabalho infantil. O termo “blanquismo” é empregado pejorativamente por pensadores posteriores para designar revolucionários que são radicais demais e por isso não conseguem amplo apoio popular.

A Segunda Metade do Século XIX – Os Pilares Fundamentais

  • Contexto Histórico: Em meados do século XIX em diante, as correntes políticas do socialismo irão se radicalizar e se difundir em muitas outras, mas que terão uma mesma origem. Ao mesmo tempo em que o capitalismo se desenvolve alcançando cada vez mais um auge maior, também gera as condições de sua própria destruição, ou seja, uma classe trabalhadora e operária cada vez maior. Essa classe trabalhadora irá agir de forma diferente e as ideologias que vem do trabalhador expressam as suas realidades sócio-políticas.

1) Mutualismo: Este sistema socialista foi pensado por Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865), considerado por muitos o primeiro grande anarquista, que se reconheceu enquanto tal. A primeira organização prática com bases Anarquistas surge a partir da corrente mutualista, no continente europeu do século XIX. O mutualismo está baseado no associativismo e no cooperativismo, ou seja, na associação de indivíduos livres que apoiam-se mutuamente para garantir as condições de produção sem exploração. Os meios de produção podem permanecer sendo utilizados de forma individual e não coletiva, mas o produto final pertence a quem trabalhou nele diretamente, portanto não permitindo o seu usufruto pelas classes parasitas. Essa organização evolui nas teorias de Proudhon para uma escala maior onde estados e países atuam de forma mutualista, sendo essa a base de seu Federalismo, principal teoria a qual Proudhon é relacionado.

2) Sindicalismo Revolucionário: O sindicalismo revolucionário assenta-se unicamente nos trabalhadores operários organizados em sindicatos, de forma que esta organização seja combativa e revolucionária, ou seja, de forma em que se busque fazer uma revolução social. É um fenômeno que começa de forma generalizada com a radicalização ideológica somada ao exponencial crescimento das indústrias e da classe trabalhadora. O sindicalismo revolucionário servirá de base e tendência para o futuro anarco-sindicalismo.

3) Individualismo: A corrente é oriunda da obra do alemão Max Stirner (1806-1856), principalmente. O autor faz uma crítica radicalmente anti-autoritária e individualista da sociedade russa contemporânea, bem como à tão citada modernidade da sociedade ocidental. Afirma categoricamente que todas as religiões e ideologias se assentam em conceitos vazios, que, após derrubados pelos interesses pessoais, ou egoístas, dos indivíduos, revelam sua invalidade. O mesmo é válido às instituições sociais que sustentam estes conceitos, seja o estado, a legislação, igreja, o sistema educacional, ou outra instituição que reclame autoridade sobre o indivíduo. O que o autor propunha era uma sociedade de indivíduos tão fortes

4) Comunismo Marxista: É o tipo de comunismo resultante das análises de Karl Marx, o criador da noção de capitalismo. Vamos ao conceito:

– Capitalismo: Um sistema onde o poder econômico é dominado por uma pequena minoria que controla o acesso aos meios de produção e, através desse poder, capaz de explorar os muitos trabalhadores que se tornaram subordinados e obedientes a eles para sobreviverem.

– Porque ser Comunista?: Para Marx, o capitalismo era um modo de produção econômico opressor, baseado na contradição entre classes sociais, no caso, entre burgueses (os donos dos meios de produção) e proletários (donos apenas da força de trabalho). Para superar essa realidade opressora, deveríamos, através de uma revolução social, atingir o comunismo, estágio onde todos seriam iguais, sem contradição de classes e com a posse dos meios de produção distribuída de forma igual.

– Como Atingir o Comunismo?: Para Marx, a revolução social se daria com a tomada do poder pelos operários, formando um Estado operário (ditadura do proletariado) que promoveria a transição do capitalismo para o comunismo, abolindo a necessidade de um Estado logo em seguida. Esse movimento seria feito pela classe trabalhadora e a vanguarda encarregada de iniciar o movimento seria o partido comunista. Observação Importante:Partido, nesse momento histórico, é sinônimo de opinião, ideologia, e não de instituição política.

– Internacionalismo: A luta revolucionária social projeta-se para além das fronteiras entre nações e o nacionalismo é combatido em razão de uma identidade de classe, pois o nacionalismo é visto como um instrumento de reforço do capitalismo, juntamente com o Estado.

Para se aprofundar mais em Marx, recomendamos nossa aula sobre o filósofo. Clique aqui.

  • Socialismo Utópico vs. Científico:Entre o debate interno das correntes socialistas, havia uma crítica severa às de cunho mais libertário por parte dos comunistas marxistas. Os socialistas embrionários do começo do século XIX, os mutualistas e individualistas eram taxados de socialistas “utópicos” de forma pejorativa pelos comunistas marxistas pela crítica de não possuírem rigor científico o suficiente para dar cabo de suas ideologias.

A Associação Internacional dos Trabalhadores

“Proletários de todo o mundo, uni-vos!”

O que Foi?: Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), também conhecida como Primeira Internacional ou simplesmente Internacional, foi uma organização internacional fundada em setembro de 1864. Foi a primeira organização operária a superar fronteiras nacionais, reunindo membros de todos os países da Europa e também dos Estados Unidos. A organização abrigou, em seu seio, trabalhadores das mais diversas correntes ideológicas de esquerda: de comunistas marxistas até anarquistas bakuninistas e proudhonianos, além de sindicalistas, reformistas, blanquistas, owenistas, lassalianos, republicanos e democratas radicais e cooperativistas.

Mikhail Bakunin (1814-1876): O revolucionário russo se torna figura central na A.I.T. e um dos principais fundadores do anarquismo como corrente política. Por sua luta revolucionária é exilado na Sibéria, mas consegue escapar e encontrar-se com outros russos exilados na Inglaterra. Planeja revolução na Áustria-Hungria, mas falha, e dirige-se então para a Itália, onde funda uma sociedade secreta de apoio aos operários e camponeses também, a Aliança Democrática Socialista, ou Frente Internacional, que depois irá se fundir como uma seção da A.I.T., muito embora tivesse que ser dissolvida antes por conta da A.I.T. não aceitar filiações secretas. Isto evidencia a importância da atividade de sociedades secretas pela Europa.

Anarquismo: O anarquismo, surge como corrente política, de forma mais coesa e definida, na Internacional, a partir de uma radicalização do mutualismo, uma das principais correntes no início da A.I.T., em conjunto com o comunismo marxista. As posições dos anarquistas são heterogêneas e o anarquismo tem sido marcado por diversos debates e divergências. Os debates mais relevantes se dão em torno da defesa da autogestão, da estratégia e do uso da violência. O anarquismo surgiu já como múltiplas correntes dentro da Primeira Internacional.

– Anarquismo Coletivista: Esta corrente tem influência direta de Bakunin prega a necessidade de expropriação revolucionária imediata de toda a propriedade excludente pelos trabalhadores para reorganizar a sociedade e a produção com bases libertárias. Todos os instrumentos de trabalho devem ser coletivizados. Está na origem do Movimento Anarquista Histórico. Defende a luta de classes para promover a revolução social, o fim das classes, e que a mesma deve, e só pode ser feita sob o controle direto dos próprios trabalhadores, sem qualquer forma de controle Estatal.

– Anarco-sindicalismo: Encontra no Sindicalismo Revolucionário uma forma dos trabalhadores assumirem o controle direto da revolução social e sobre a produção. Surge na França, da cisão dos sindicatos revolucionários com os sindicatos reformistas, na última década do século XIX. Impulsiona o Movimento Operário Internacional, com forte presença em quase todos os países da Europa, da América e da Oceania, além de organizar fortemente a luta operária em outros continentes. Representa o auge do movimento operário combativo em todo o mundo.

– Anarco-pacifismo: Corrente que também crê numa revolução social, mas é totalmente contrária à qualquer tipo de violência. Foram influenciados em grande medida por Henry David Thoreau (1817-1862) foi um autor estadunidense famoso pelas obras Walden eDesobediência Civil. Basicamente, o autor estimulava a vida em natureza, saindo da zona urbana e indo para o campo, numa espécie de volta ao estado de natureza, juntamente com o estímulo à ideia de desobediência civil, de forma pacifista, contra tudo que de forma instituída é injusto. Suas ideias ganharam muita força principalmente durante o movimento Hippie nos Estados Unidos na década de 1960. Entretanto, a principal influência do anarcopacifismo é Liev Tolstoi, com Guerra & Paz, apesar do próprio nunca ter se assumido anarquista. Após a Revolução Bolchevique, foram alvo de repressão, por recusarem esse governo assim como o anterior. A maioria deles foi morta no governo de Lenin e Stalin.

– Anarco-comunismo: Corrente que emerge principalmente da seção italiana da Internacional, já próxima de seu fim. Basicamente, é uma fusão do anarco-coletivismo com o comunismo marxista, esquecendo a parte do Estado e do partido proletário. Reivindica a abolição de todo sistema de salários e preços, e o controle de toda a economia pela comuna popular. Tanto os meios de produção quanto os próprios bens produzidos, devem ser propriedade comum. Surge com bastante força em fins do século XIX e o princípio adotado é “de cada um conforme as suas capacidades, e a cada um conforme as suas necessidades”, justamente o que a difere do coletivismo, que pretendia ser universal e uniforme. O fundamento teórico para a comunhão total dos bens é a de que todo trabalho é social, e de que os instrumentos com que se produz e a terra cultivada em que se colhe a vida são o resultado do trabalho humano em milênios e grande obra da natureza desde tempos remotos, e portanto, pertencem não a um homem ou mulher, mas à Terra e a toda a humanidade. Foi carro chefe das experiências mais revolucionários da história contemporânea, principalmente na Ucrânia e na Espanha.

– No Brasil: Com a imigração europeia no início do século XX, os trabalhadores voltaram-se de maneira muito forte para o anarco-sindicalismo, que vigorava entre os trabalhadores e estimulava a revolução social, principalmente em São Paulo, região mais industrializada do Brasil, que contou com importantes greves e movimentos que tiveram grande impacto político e econômico no Brasil em 1917. Após a Revolução Russa o anarco-sindicalismo caiu, dando lugar ao Partido Comunista Brasileiro.

Para aprofundar-se mais na Associação Internacional dos Trabalhadores, consulte nosso artigo aqui.

O Jogo Vira

  • A Comuna de Paris: A Comuna de Paris foi um movimento insurrecionista em 1871 que emancipou Paris nas mãos dos trabalhadores e cidadãos parisienses, formando o primeiro governo operário autônomo da história e o primeiro governo anarco-sindicalista da história. Deu tão certo que provocou um pavor assombroso nas nações capitalistas europeias que de esse movimento se espalhasse pelo resto da Europa, portanto, em uma brutal ofensiva, os inimigos França e Prússia se unem para sufocar a insurreição com um saldo de mortes assombroso para a época, tornando a Comuna um exemplo a não ser seguido. Para maior aprofundamento na Comuna de Paris, consulte nossa aula clicandoaqui.

– Saldo Final da Comuna: Com o medo do socialismo, o comunismo foi oficialmente proibido na maioria dos países europeus como tentativa de sufocar os movimentos revolucionários e as organizações socialistas passaram a sobreviver na ilegalidade.

Dissolução da Internacional: As correntes socialistas começam a se radicalizar a tal ponto que a convivência se torna conflituosa no seio da Internacional. O Conselho Geral que encabeça a internacional é chefiado por Marx e outros revolucionários, que o apoiam. Dessa forma, por discordância ideológica, Marx nos bastidores arma uma situação em que consegue apoio o suficiente para expulsar Bakunin, seu principal antagonista, da A.I.T., que tinha inúmeros apoiadores, todos revoltados após sua saída. A Internacional tornou-se insustentável e dissolveu-se em duas: A dos comunistas marxistas e apoiadores, denominada Internacional Autonomista, que mudou-se para os Estados Unidos onde terminou definitivamente tempos depois, e a de todas as outras correntes socialistas, denominada Internacional de Saint-Imier.

A Internacional de Saint-Imier:Aos poucos no cenário europeu, a Internacional de Saint-Imier assistiu a radicalização das correntes socialistas e, consequentemente, o progressivo afastamento entre as correntes de ação socialista por conta da discordância quanto ao nível de radicalização.

– Socialistas Marxistas: Os marxistas discordavam totalmente do insurrecionismo imediatista e violento dos anarquistas mais radicais, seguindo na luta revolucionária a partir dos pensamentos herdados de Marx.

– Anarquistas Sociais (ou de Massas): Enfatizavam a noção de que apenas movimentos de massa podem ser capazes de provocar a transformação social desejada pelos anarquistas, e que tais movimentos, constituídos normalmente por meio de lutas por reformas e questões imediatas, devem contar com a presença dos anarquistas, que devem trabalhar no sentido de radicalizá-los e transformá-los em agentes revolucionários.  Estes foram o grupo mais ativo e poderoso do momento, principalmente os anarco-sindicalistas.

– Anarquistas Insurrecionários: O anarquismo insurrecionário afirma que as lutas de curto prazo por reformas e que os movimentos de massa organizados são incompatíveis com o anarquismo, dando ênfase à propaganda pelo ato como o principal meio para despertar uma revolta espontânea revolucionária.

A Segunda Internacional e a Social-Democracia

Proibição do Comunismo: Por terem a ação proibida legalmente, os comunistas dirigiram-se cada vez mais para a política institucional, os partidos políticos, cargos, parlamentos, eleições, com esperança de conseguir derrubar o capitalismo por dentro. Logo, eles levam a ideia de partido para dentro das organizações políticas institucionais, que hoje entendemos como partidos políticos.

A Segunda Internacional: Nasce por iniciativa de Friedrich Engels, já após a morte de Marx, reunindo com sucesso as correntes socialistas que se afastaram com o fim da Primeira Internacional. Entretanto, deste novo momento do socialismo na política, surge uma nova corrente socialista, a Social-Democracia.

– Social-Democracia: Em teoria, a social-democracia teria os mesmos propósitos de busca mudanças sociais, mas de uma forma não revolucionária e não-imediatista. Não negavam a revolução, apenas entendiam que a revolução seria posterior às reformas sociais. Por isso, cresce o papel dos partidos políticos e do reformismo na política através da Social Democracia, juntamente com os valores do nacionalismo. A Segunda Internacional foi afinal dissolvida em 1916, dado que os vários partidos nacionais que a compunham não se mantiveram como uma frente unida contra a guerra, em geral apoiando as posições dos governos dos respectivos países.

– Radicalização: Os militantes de esquerda mais radicais que participaram da Segunda Internacional radicalizaram os partidos políticos em movimentos revolucionários que iniciaram insurreições em diversos lugares da Europa. Os casos mais famosos são da revolução de 1918-19 na Alemanha, onde aparece a figura proeminente de Rosa Luxemburgo, e a Revolução Russa de 1917, lideradas pelo partido bolchevique nas figuras de Lênin e Trotsky.

O Inimigo do Capital chama-se Comunismo

  • A Revolução que Tudo Mudou: A Revolução Russa foi uma revolução social na Rússia que derrubou não somente o Czarismo, como também as tentativas de um governo liberal, implantando o comunismo em todo território russo, com pretensão de expansão para o resto do mundo, começando pela Europa. Seu sucesso coloca definitivamente o comunismo como inimigo capaz de confrontar o capitalismo, fazendo com que todas as outras correntes socialistas ou aderissem ao comunismo, ou caíssem no esquecimento.

– Peculiaridade do Comunismo Bolchevique: O comunismo bolchevique, principalmente pensado e executado por Lênin e Trotsky no comando do partido, baseava-se principalmente no comunismo marxista, mas adaptado para o tempo histórico em que viviam. Ou seja, o comunismo de Lênin manteve um partido hierárquico que falhou em criar um estado operário, mantendo fundamentalmente a lógica de poder capitalista representada pelo estado, só que nas mãos dos comunistas russos. Isso porque a intelligentzia russa acreditava que a população era muito ignorante para emancipar-se sozinha e por isso precisava ser guiada pela vanguarda do partido.

– Partidos Comunistas pelo Mundo: Ao redor do mundo começaram a surgir inúmeros partidos políticos comunistas inspirados na Revolução Russa e que pretendiam iniciar revoluções sociais em seus próprios países, inclusive no Brasil.

A Terceira Internacional Comunista: Ainda na tentativa de estimular internacionalmente o socialismo, Lênin funda a Terceira Internacional Comunista, ou a Kommintern, com o propósito de unir e apoiar todos os partidos comunistas pelo mundo a alcançarem a revolução social e a derrubada do capitalismo. O Kommintern chegou a ajudar efetivamente o Partido Comunista Brasileiro.

A Europa em Crise

Crises do Capitalismo Liberal: Ao mesmo tempo em que pipocavam revoluções socialistas por várias partes do mundo, o liberalismo capitalista sofria com densas crises. O imperialismo burguês que deveria gerar refluxo de riquezas na Europa pela neocolonização de territórios africanos e asiáticos, acabou por gerar o terreno onde se disputou a Primeira Guerra Mundial, que levou a crises financeiras em diversos países até a grande quebra de 1929.

A Crise de 1929: A crise de 1929 começa nos Estados Unidos, mas acontece em escala mundial. De forma simples e generalizada, é uma crise de superprodução baseada no modelo de produção fordista, que consistia em produção em massa para estocagem. Com a crise a mercadoria não tinha como ser comprada por ninguém e rapidamente a economia se congelou. A crise é um marco, pois coloca em cheque o capitalismo liberal.

Resposta à Crise: Na Europa, grupos ultraconservadores insatisfeitos com o liberalismo e com ódio mortal ao comunismo começam a surgir e arrebatar multidões nos movimentos de massa que deram origem aos fenômenos fascistas pela Europa. Estes se caracterizam pelo totalitarismo, pelo anti-comunismo, pelo ultranacionalismo, pela xenofobia e pelo ultraconservadorismo,como representantes dos novos tempos que viriam para combater o mal do comunismo.

O Combate Decisivo?: O grande confronto entre estas duas ideologias de progresso deu-se durante a Segunda Guerra Mundial, um dos episódios mais marcantes da história e que definiu toda a história do século XX. Por toda a Europa, principalmente, antifascistas e revolucionários lutavam contra os ultraconservadores, como Salazar em Portugal, Hitler na Alemanha, Mussolini na Itália e principalmente Franco na Espanha.

Guerra Civil Espanhola: O conflito que se iniciou durante a Segunda Guerra é o perfeito exemplo de como as correntes socialistas se distinguiam e lutavam entre si. De um lado, estavam os anarquistas, ainda muito fortes na Espanha, representados pelo anarco-comunismo e pelo anarco-sindicalismo, do outro, os comunistas marxistas, e de um terceiro lado, o exército franquista. Todos lutaram de forma sangrenta entre si, num conflito que terminou com a ditadura sanguinária de Franco.

Fordismo, Taylorismo e Acumulação Flexível

Objetivo: Aumentar a produção industrial e a lucratividade.

Fordismo: Inicialmente aplicado à indústria automobilística, criado pro Henry Ford, baseava-se na racionalização do gerenciamento da produção e da garantia da capacidade de consumo pela classe trabalhadora. Cria ao mesmo tempo muitos trabalhadores, mas um grande mercado consumidor que escoa a produtividade. O trabalho fordista é caracterizado pela divisão da produção em diferentes partes, onde cada trabalhador realiza uma tarefa específica e somente ela, com produção em larga escala e baixo-preço para estimular o consumo.

– Consequências do Fordismo: Acaba criando uma sociedade de consumidores, que trabalha para consumir o que produz, além do lucro.

  • Taylorismo: É uma característica fundamental do trabalho industrial fordista. Baseia-se no parcelamento da cadeia produtiva em inúmeras partes dispostas em uma linha de montagem para acelerar o processo produtivo, em busca de uma eficiência máxima a qualquer custo.

– Consequências do Taylorismo: Retira do trabalhador o domínio total sobre o seu trabalho, alienando o trabalhador. Restringe o trabalhador à uma habilidade específica que exige qualificação apropriada. Dessa forma, surge a necessidade de cargos técnicos e de controle direcionados à organização ou direção do processo produtivo.

Acumulação Flexível de Capital: Regime de trabalho pós-moderno, ou seja, pós-1973. É marcado por grandes mudanças na relação de trabalho, que incorporaram novas leis trabalhistas e novas tecnologias ao trabalho com o aprimoramento dos meios de comunicação, reduzindo a necessidade humana na cadeia produtiva.

– Toyotismo: Um exemplo de trabalho flexível. Abole-se a ideia da linha de montagem, com produção diminuída e diversificada, onde o trabalhador executa mais de uma função com extrema preocupação de qualidade.

Consequências da Acumulação Flexível de Capital: O trabalhador fica totalmente desvalorizado porque é totalmente substituível. Os regimes de contratos fixos diminuem cada vez mais e o número de trabalhadores temporários aumenta, com diminuição no valor dos salários e enfraquecimento das organizações trabalhistas, como o sindicato. A produtividade funciona não mais em estocagem, mas de acordo com a demanda do consumidor. Só se produz o que realmente será consumido. Aumento do nível de especialização e exigência da qualificação do trabalhador e diminuição da mão-de-obra.

Pobreza, Concentração de Renda e Desigualdade Social

Questões Sistêmicas: Refletindo sobre a lógica do capitalismo como um sistema econômico que conduz a vida da sociedade, é possível entender que a desigualdade social é uma consequência direta do regime capitalista. Uma vez que é necessário ser desigual para que haja o lucro, é impossível conciliar totalmente igualdade social e capitalismo. Portanto, alternativas de matrizes igualitárias, como o Socialismo e o Anarquismo, são resistentes à dinâmica capitalista.

Estado de Bem-Estar Social, ou Welfare State: Inaugurado em meados dos anos 50 como estratégia de recuperação social dos países arrasados pela Segunda Guerra Mundial, fundado em um princípio distributivo com forte intervenção estatal.

Base reformista: Não mudava o capitalismo por completo, mas o fazia funcionar em sociedades arrasadas pela guerra, diminuindo a clivagem social. Nos países afetados pelo Welfare State, o índice de desigualdade foi amplamente reduzido, mas o movimento foi encarado como inibidor do desenvolvimento capitalista por conta da intervenção estatal, já que o liberalismo prega a não-intervenção do Estado no mercado para que a economia cresça livremente.

Anos 70: Para combater o Welfare State, surge novamente a corrente liberalista readaptada à contemporaneidade, como neoliberalista. A orientação do neoliberalismo é uma agressiva não-intervenção máxima do Estado na economia, para que livre, o mercado floresça.

– Welfare State no Brasil: Durante a era Vargas o Estado brasileiro teve um crescimento semelhante, mas não idêntico, ao welfare state europeu/norte-americano. Contudo, o liberalismo foi crescente desde Juscelino até encontrar seu ápice neoliberal na Ditadura Militar.

Desenvolvimento Humano: A ONU criou indicador chamado IDH para medir a qualidade de vida dos países. Essa medida é mobilizada para avaliação comparada dos países membros da ONU no que concerne pobreza, alfabetização, educação, expectativa de vida, natalidade e outros fatores. O indicador vai se 0,000 até 1,000.

As Consequências Humanas da Globalização

Neoliberalismo: Não é inovação no pensamento liberal, mas a retomada dos valores fundamentais do liberalismo econômico (séculos XVII e XVIII), ou seja, o livre-mercado e a autorregulação econômica, no processo de questionamento do welfare state.

Principal Defesa: Máxima redução das funções do Estado na regulação da economia, incentivando a privatização de empresas públicas. Combate inflacionário por meio do controle dos salários e da redução de gastos públicos, principalmente os relacionados à educação e à previdência social. Asseguram a entrada de capitais e produtos estrangeiros, sujeitos exclusivamente ao livre mercado.

Principais críticas neoliberais: Se desenvolvem a partir do desmonte do modelo assistencialista e intervencionista decorrente do fordismo e do taylorismo, opondo-se à Keynes. Teóricos: Friedrich Von Hayek (O Caminho da Servidão – 1944), Ayn Rand (A Revolta do Atlas), Ludwig Von Mises.

Principais Executores do Neoliberalismo nos anos 70: Margaret Tatcher em 1979 na Inglaterra, Ronald Reagan em 1980 nos Estados Unidos e Helmut Kohl na Alemanha Ocidental em 1982.

– Consequências do Neoliberalismo Mundial: Adoção do neoliberalismo na América Latina. É possível observar nos países em desenvolvimento um aumento da pobreza, da miséria e da desnacionalização econômica.

Os Novos Caminhos da Globalização

Globalização: Fenômeno de integração econômico-cultural contemporâneo favorecido pelo avanço tecnológico e dos meios de comunicação. Aumento do intercâmbio e fluxos comerciais internacionais, materiais e financeiros, diariamente e mais rapidamente. Vivência em tempo real, sem espera.

Sociedade do Conhecimento: A mercantilização do mundo transforma o conhecimento e a informação nos bens mais valiosos e caros do mercado. A crítica se pauta a partir da questão do ACESSO ao conhecimento e aos bens materiais.


CONTEÚDO COMPLEMENTAR

  1. Qual o significado do gesto de levantar o braço com o punho fechado?
  2. Conheça pessoas como você que optaram por viver fora do sistema.
  3. Christiania, o vilarejo anarquista.
  4. Auroville, a cidade onde é possível viver sem dinheiro.
  5. Primeira comuna num vilarejo Árabe é formada em Kobanê.
  6. Descolonização, autonomia, igualdade de gênero e a solução zapatista.
  7. Escola brasileira sem aula, sem prova e na natureza atende todas as exigências do MEC.
  8. Existe meritocracia em uma sociedade desigual?
  9. Introdução ao pensamento anarquista.
  10. Para que servem os políticos se a tecnologia já permite a democracia direta?
  11. Por que os anarquistas não votam?
  12. Pare de achar que o liberalismo é oposto ao fascismo. Eles têm mais afinidade do que você imagina.
  13. A cidade do futuro que não tem políticos, classes sociais ou religiões, e é governada pelas pessoas.
  14. The Walking Dead: o comunismo solar como alternativa ao capitalismo zumbi.

Filmes:

Bibliografia de Apoio:

  • GOMES, Paulo Emílio Salles. Vigo, Vulgo Almereyda.
  • POLANYI, KARL. A Grande Transformação – As Origens de Nossa Época.
  • TRAGTENBERG, Maurício. A Revolução Russa.

Livros:

ORWELL, George. 1984.

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