História da Arte

Pós-Impressionismo & Frutos

O pós-impressionismo foi considerado um movimento de transição, onde os artistas da frança desfrutavam dos avanços trazidos pelos impressionistas, mas que se destacaram por ampliar suas pesquisas de composição e cromática, na busca de novas representações.

O Movimento Pós-Impressionista

O que é?: Nome do aglomerado de movimentos artísticos do extremo fim do impressionismo, por volta de 1885, marcado por artistas que partem do impressionismo, mas tentam encontrar novos caminhos para a pintura.

  • Frequentemente o pós-impressionismo também é chamado de neoimpressionismo. Os movimentos apresentados aqui apesar de sua singularidade, beberam de uma fonte comum: o impressionismo. Por isso são inclusos aqui.

Características gerais: Acentuam-se seus valores científicos e, portanto, a pesquisa da cor, bem como a bidimensionalidade  que é contrária à perspectiva (característica das artes renascentistas).

Van Gogh 01.gif

Ruptura ou Continuidade?: Chamavam-se genericamente pós-impressionistas os artistas que não mais representavam fielmente os preceitos originais do impressionismo, ainda que não tenham se afastado muito dele ou estejam agrupados formalmente em novos grupos, ou seja, todos aqueles artistas que não seguem fielmente os conceitos originários e fundamentais do impressionismo.

  • Vanguarda: É importante ter em mente a noção de vanguarda inaugurada pelo impressionismo nas artes plásticas. O ideal a ser perseguido era sempre alcançar novos patamares ao invés de se acostumar com as regras estabelecidas.

Crítica ou Aprimoramento?: Os artistas pós-impressionistas não criticavam o impressionismo, como os impressionistas fizeram com a arte academicista que os precederam, mas sim buscavam formas de aprimorá-lo. Portanto, os pós-impressionistas não se desligaram completamente do impressionismo.

  1. Alternativas ao naturalismo imposto pelo impressionismo, como a vida urbana.
  2. Cores mais vivas e fortes a partir de camadas mais grossas de tinta com pinceladas.

Autonomia: Apesar de analisarmos o pós-impressionismo, em nenhum momento os artistas que entendemos dessa forma se uniram por uma causa única, ou se declararam membros do pós-impressionismo, ou seja, eles ainda se entendiam como impressionistas. O que importava era a autonomia artística, e não o movimento.

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Paul Cézanne: “O pai de todos nós”, assim chamado por Henri Matisse é considerado o maior exponente da pintura pós-impressionista, pois sua obra atravessa inúmeras correntes artísticas diferentes, sendo possível identificar nele o embrião de muitos movimentos pós-impressionistas. Ele é considerado a ponte entre o impressionismo do final do século XIX e o cubismo do início do século XX.

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Ukiyo-e

É um gênero de xilogravura e pintura que prosperou no Japão entre os séculos XVII e XIX. Destinava-se inicialmente ao consumo pela classe mercante do período Edo (1603 – 1867). Entre as mais populares temáticas abordadas, estão a beleza feminina; o teatro kabuki; os lutadores de sumô; cenas históricas e lendas populares; cenas de viagem e paisagens; fauna e flora; e pornografia.

  • Xilogravura: Xilogravura significa gravura em madeira. É uma antiga técnica, de origem chinesa, em que o artesão utiliza um pedaço de madeira para entalhar um desenho, deixando em relevo a parte que pretende fazer a reprodução. Em seguida, utiliza tinta para pintar a parte em relevo do desenho. Na fase final, é utilizado um tipo de prensa para exercer pressão e revelar a imagem no papel ou outro suporte.

Recepção no Ocidente: A recepção desse fazer artístico na Europa foi mista, e, mesmo quando aclamado, o ukiyo-e era geralmente visto como inferior à arte ocidental da época, que buscava enfatizar a maestria da perspectiva naturalista e da anatomia. Na Exposição Universal de 1867 em Paris, entretanto, produção artística nipônica passou a despertar curiosidade e a ser vista como uma elegante tendência, ganhando destaque na França e Inglaterra nas décadas de 1870 e 1880. Obras de Hokusai e Hiroshige tiveram importante papel no desenvolvimento da visão ocidental acerca da arte do Japão.

  • Japonismo: Japonismo é a influência de obras artísticas do Japão no Ocidente. Começou a ocorrer por volta segunda metade do século XIX, sendo promovida pelas Exposições Internacionais de 1862, 1867 e 1878, em cidades como Londres e Paris.

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Naturalismo

Inicia-se como uma corrente literária conhecida por ser a radicalização do Realismo, baseando-se na observação fiel da realidade e na experiência, mostrando que o indivíduo é determinado pelo ambiente e pela hereditariedade. A corrente esboçou o que se pode declarar como os primeiros passos do pensamento teórico evolucionista de Charles Darwin e teve reflexos na pintura.

Paisagem Natural: Sua característica mais marcante é a representação de objetos realistas numa cena natural.

Pintura de Reação: A pintura naturalista pretendia imitar a Natureza com exatidão opondo-se ao idealismo romântico e ao simbolismo como uma forma de reação a estes movimentos.

Temas:  No Naturalismo, o pintor não possui pretensões, atém-se às cores do local, ao sol, ao dia, à noite, muitas vezes retratando o rural.

Simbolismo

Inicia-se como um movimento literário da poesia e das outras artes que surgiu na França, no final do século XIX, como oposição ao realismo, ao naturalismo e ao positivismo da época. Teve suas origens de As Flores do Mal, do poeta Charles Baudelaire.

Influências e Viagens: Paul Gauguin deixa-se influenciar pelas pinturas japonesas que aparecem na Europa, provocando verdadeiro choque cultural. A temática alegórica passa a predominar em suas obras a partir de 1890. Ao artista não bastava pintar a realidade, mas demonstrar na tela a essência sentimental dos personagens – e em Gauguin isto levou a uma busca tal pelo primitivismo que o próprio artista abandonou a França, indo morar com os nativos da Polinésia francesa.

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Pontilhismo (ou Divisionismo)

O Pontilhismo (ou divisionismo) é uma técnica de pintura, saída do movimento impressionista, em que pequenas manchas ou pontos de cor provocam, pela justaposição, uma mistura óptica nos olhos do observador.

Aprimoramento Impressionista: Trata-se de uma consequência extrema dos supostos ensinamentos dos impressionistas, segundo os quais as cores deviam ser colocadas uma ao lado da outra e não misturadas. Fica à cabo dos nossos próprios olhos realizar a mistura de cores combinando as diversas impressões registradas.

Anti-realismo: A técnica de utilização de pontos coloridos justapostos também pode ser considerada o culminar do desprezo dos impressionistas pela linha, uma vez que esta é somente uma abstração do Homem para representar a natureza.

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Primitivismo

O termo surge no início do século XX para definir certas tendências ou características dentro da arte de vanguarda para definir um tipo de arte não acadêmica, feita por artistas autodidatas, com pouco ou nenhum conhecimento técnico ou teórico.

  1. Devido ao baixo conhecimento técnico e teórico é nítida a simplificação nas formas retratadas nas pinturas.
  2. Além disso, as temáticas variam em torno de interesses notadamente populares, tornando-a uma arte popular.
  3. Os novos artistas iriam tomar de empréstimo formas visuais de povos não ocidentais ou pré-históricos.

Arte Naïf: Expressão do primitivismo, a arte naïf bem como, e principalmente, a arte primitiva, iriam interferir na concepção de arte de praticamente todas as vanguardas desde o início do século até o surrealismo. A Arte Naïf é concebida e produzida por artistas sem preparação acadêmica específica e sem a “obrigação” de terem de utilizar técnicas elaboradas e abordagens temáticas e cromáticas convencionais nos trabalhos que executam. Isto não significa que não estudem e aperfeiçoem de modo autodidático e experimental o desenvolvimento das suas obras, e não implica que a exigência de qualidade das mesmas seja inferior. A capacidade artística é um dom inato no ser humano e não existem técnicas, regras ou dogmas que, quando ele realmente está presente, lhe possam atrofiar qualidade e retirar valor.

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Fauvismo

O fauvismo é uma corrente artística do início do século XX, que se desenvolveu entre 1905 e 1907. Incluía os pintores não seguidores do cânone impressionista. O estilo começou em 1901 mas só foi denominado e reconhecido como um movimento artístico em 1905. Segundo Henry Matisse, em “Notes d’un Peintre”, pretendia-se com o fauvismo “uma arte do equilíbrio, da pureza e da serenidade, destituída de temas perturbadores ou deprimentes”.

Características Gerais:

  1. A simplificação das formas e utilização maciça de cores puras, com pouca ou nenhuma gradação entre tons.
  2. Produção artística sem compromisso com a realidade.
  3. O movimento rítmico sugerido pelas linhas, texturas e pela continuidade dos elementos desenhados.
  4. Impulsividade e experimentação, em vez de exaustivos estudos preparatórios.
  5. Temas quotidianos que retratavam emoções e a alegria de viver.
  6. A tradução de sensações elementares, no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens.

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CONTEÚDO COMPLEMENTAR

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