História da América

A Civilização Asteca

Os povos astecas eram grupos étnicos da região central do atual México. Dominaram grande parte da Mesoamérica entre os séculos XIV e XVI. A partir do século XVIII a primeira tribo identificável como asteca conquista poder político no norte e gradativamente se expande para a Mesoamérica.

Organização Política

Alianças: Formaram-se alianças entre grandes cidades com o objetivo de conquista militar. Se uniram Tenochtitlan, Texcoco e Tlacopan para derrotar a grande Atzcapotzalco. Com a vitória, mantiveram a aliança formando um “império” tributário, sob uma mesma língua e uma mesma cultura, e continuaram a expansão. Em seu auge, durante o século XV o Império Asteca ia de uma costa do continente à outra, em extensão territorial.

Diversidade étnica: A diversidade étnica era uma constante no império Asteca, embora nunca tivesse sido entrave para a união social.

“Império” Informal: Não há autoridade política em forma de soberania às terras conquistadas, apenas autoridade econômica e tributação. Inicialmente havia rivalidade entre as cidades-estado, mas após a consolidação definitiva do “império” em 1428, as cidades mantinham relativa autonomia política em forma de cidades-estado para tratar de seus assuntos internos, mas respondiam ao governante central, o monarca.

Monarquia Eletiva: Os monarcas eram elegidos por consenso entre a classe dos nobres.

Império Asteca

Organização Social

Divisão Social Estamentária: Organizavam-se em diversas classes sociais estamentárias. Do mais alto ao mais baixo,

  1. A nobreza: Formada pela família real, sacerdotes e chefes de grupos guerreiros (Clãs). Podiam participar também alguns plebeus (Macehualtin) que tivessem realizado algum ato extraordinário. Tomar chocolate quente (Xocoatl) era um privilégio da nobreza.
  2. Pochtecas: Casta dos grandes comerciantes que tinham participação na sólida rede de comércio entre as cidades-estado.
    Artesãos e Comerciantes Pequenos: Grande parte da população.
  3. Calpulli: Guerreiros participantes de clãs.
  4. Escravos: Resultado de conquistas e expansões territoriais.

Representação dos Astecas

Organização Econômica

Economia Política: Controlada pelo Monarca e a classe dos nobres, centrava-se no controle e exploração da terra. A posse da terra era dos nobres, o uso era feito pelos plebeus, seja através de aluguel e servidão, até escravidão. O produto dessa economia sustentava a opulência nobiliárquica e as finanças das cidades-Estados, tendo inclusive plebeus especializados em produzir artigos de luxo para os nobres.

Economia Comercial: Independente da economia política. Era regulada a partir da troca, com valores pré-estabelecidos. Pequenas compras eram feitas com grãos de cacau, importados de áreas de várzea. Em compras maiores, eram utilizados comprimentos padronizados de pano de algodão chamados quachtli, de diferentes qualidades, variando em valor correspondente de 65 a 300 grãos de cacau.

Outros Itens de Valor: Ainda, havia a venda da filha como escrava sexual ou oferenda para sacrifício religioso, geralmente, por cerca de 500 a 700 grãos de cacau. Havia troca de ouro em formato lapidado, geralmente decorativo, em pequena escala. Uma pequena estátua de ouro, de cerca de 0,62 kg custava 250 grãos.

Os itens de valor de troca eram usados principalmente em muitos mercados periódicos que eram realizadas em cada cidade. Cidades pequenas tinham mercados semanais (de 5 em 5 dias), enquanto as maiores e principais cidades tinham mercados permanentes diariamente. A terra não era um item de de valor para a troca, pois era posse da nobreza.

Os comerciantes variavam em pequenos fornecedores e grandes comerciantes (ou Pochtecas): Os pequenos fornecedores eram em geral agricultores e vendiam os próprios excedentes. Os Pochtecas eram comerciantes especializados organizados em alianças exclusivas. Faziam longas expedições a todas as regiões da América Central e serviam como juízes e supervisores do mercado de principal de Tlatelolco.

Formação Cultural

A cultura e história asteca são conhecidas principalmente por meio de evidências arqueológicas encontradas em escavações. Possuíam escrita pictográfica e dois calendários (um astronômico e um religioso).

Três Fatores Principais: Religião, Tecnologia Avançada, Rede de Comércio e Administração Tributária.

  1. Rede de Comércio e Administração Tributária: No período anterior à sua expansão, os astecas estavam no mesmo estágio cultural de seus vizinhos de outras etnias. Passaram a subjugar, dominar e tributar os povos de suas redondezas. Com a tributação, maior acúmulo de riquezas que possibilitaram um desenvolvimento tecnológico próprio. Mais pessoas para trabalhar na lavoura, tanto escravos, como servos, quanto agricultores autônomos. Com boa produção, aumenta a qualidade e expectativa de vida, bem como o índice demográfico. Aumentando o número de pessoas, aumenta-se o número de guerreiros formando um exército mais forte. O processo de expansão só cresce.
  2. Tecnologia Avançada: Criação de ilhas artificiais (Chinampas) em cima de regiões aquosas com canais divisórios para ampliar a eficiência da lavoura. Medicina fundida à religiosidade. Havia uma formação medicinal específica, legada às classes sacerdotais, com relativo conhecimento de anatomia, em parte pela frequente prática de sacrifícios humanos, havendo inclusive, tratamento de fraturas segundo indícios. Os diagnósticos flutuavam em torno das crenças religiosas, responsabilizando os deuses pela causa e pela cura de efeitos como doenças do frio e da pele, convulsões e paralisia, doenças do amor, cura de crianças, oftalmias e até mesmo o parto.
  3. Religião: Apesar de sacrifícios humanos serem uma prática constante e muito antiga na Mesoamérica, os astecas se destacaram por fazer deles um pilar de sua sociedade e religião. Politeísmo: Acreditavam em muitos deuses ligados às funções vitais do funcionamento social. Se não sacrificassem sangue humano ao Sol, o mundo deixaria de funcionar. Os sacrifícios mais comuns eram destinadas à vitória na guerra e à prosperidade das chuvas na lavoura.

Declínio

  • Fim progressivamente radical com a chegada dos espanhóis no começo do século XVI.
  • Inicialmente, sob o comento de Moctezuma II, os Astecas consideraram os espanhóis a personificação do deus Quetzalcóatl, o deus mais importante. Ignorou os avisos de que os espanhóis saqueavam e destruíam aldeias e levou os astecas à ruína.
  • Em 1520 houve uma revolta asteca e Moctezuma II foi assassinado. Seu sucessor foi seu sobrinho, Cuauhtémoc, o último governante asteca. Adotou uma posição de resistência perante aos invasores, mas era tarde, o domínio era inevitável e os astecas não resistiram.

CONTEÚDO COMPLEMENTAR

Filmes:

  • BERGERON, Bibo. O Caminho Para El Dorado, 2000. (Disponível Online Aqui)

 

Vídeos:

  • Império Asteca – Grandes Civilizações:
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